PARA CADA OCASIÃO “HÁ”
UM TIPO ESPECÍFICO DE LINGUAGEM...
Antes de a terra tremer no norte de Minas, era comum ouvir-se a construção:
“No Brasil não TEM terremoto, vulcão, tufão, furacão – graças a Deus!”
Oficialmente, isto é, de acordo com a norma culta, não se devem confundir os verbos “HAVER” e “TER”. Veja:
a) “Nesta loja HÁ (=existem) várias marcas de calça.”
b) “Esta loja TEM (=possui) várias marcas de calça.”
A gramática normativa afirma que não se deve usar o verbo “TER” no sentido de “HAVER” (=existir).
Apesar disso, o uso do verbo “TER” em lugar do verbo “HAVER” é um dos traços típicos do Português falado no Brasil. Por essa maneira, em um texto informal que se espelhe na linguagem coloquial brasileira, o uso do verbo TER é aceitável.
Assim,
a) Tem muita gente que não acredita em Deus. (coloquial)
b) Há (= existe) gente que não acredita em Deus. (culto)
c) Não tem jeito de passar por ali. (coloquial)
d) Não há (=existe) jeito de passar por ali. (culto)
Ricardo Erse
Antes de a terra tremer no norte de Minas, era comum ouvir-se a construção:
“No Brasil não TEM terremoto, vulcão, tufão, furacão – graças a Deus!”
Oficialmente, isto é, de acordo com a norma culta, não se devem confundir os verbos “HAVER” e “TER”. Veja:
a) “Nesta loja HÁ (=existem) várias marcas de calça.”
b) “Esta loja TEM (=possui) várias marcas de calça.”
A gramática normativa afirma que não se deve usar o verbo “TER” no sentido de “HAVER” (=existir).
Apesar disso, o uso do verbo “TER” em lugar do verbo “HAVER” é um dos traços típicos do Português falado no Brasil. Por essa maneira, em um texto informal que se espelhe na linguagem coloquial brasileira, o uso do verbo TER é aceitável.
Assim,
a) Tem muita gente que não acredita em Deus. (coloquial)
b) Há (= existe) gente que não acredita em Deus. (culto)
c) Não tem jeito de passar por ali. (coloquial)
d) Não há (=existe) jeito de passar por ali. (culto)
Ricardo Erse
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