QUE DÓ, QUE DÓ, QUE DÓ....
A PERGUNTA FOI: “É certo que DÓ (pena) é diferente de DÓ (nota musical)?”
E minha resposta foi: “Claro que são coisas diferentes”.
Uma pergunta assim é evidentemente “sem propósito aparente”. No entanto, entendi o que provavelmente a
pessoa queria saber: a respeito do gênero.Sendo assim, a palavra "dó" é masculina, e pode ser empregada
assim::
a) Sempre tive dó de pessoas solitárias.
b) Estou com dó da criança que vai ser operada.
(Nos dois exemplos, a palavra não vem determinada por artigo; postura bem “segura”)
c) Eu tenho um dó de pessoas solitárias...
d) Estava com muito dó da criança que seria operada.
(Aí é que a estranheza aparece)
Prefiro usar a palavra sem palavra que a determine; mas, pelos exemplos, você já viu que a palavra é
MASCULINA. O problema é que as pessoas fazem analogia com “pena”(que é feminina).
E a nota musical? É UMA nota musical, é A nota musical, mas veja:
e) O dó é a primeira nota musical.
Assim, melhoro minha resposta: DÓ (pena) e DÓ (NOTA) são, de fato, semanticamente diferentes; mas, em
gênero, são iguais (masculinas).
Fonte: Ricardo Erse
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