O RAPAZ É “BEM-EDUCADO” PORQUE FOI “BEM EDUCADO”...
Já cansamos de dizer (ou de ouvir) que “focinho de porco não é tomada”; mas que parece,
parece! Veio o tal Acordo Ortográfico e deu uma mexida em palavras que estavam
“quietinhas”.
No caso de “BEM”, não houve muitas modificações. Veja:
"Bem" se une com hífen à palavra com que forma uma unidade semântica (adjetivo ou
substantivo composto):
• O homem bem-aventurado é o que vive em paz.
• O filho é, de fato, um rapaz bem-criado.
• O professor, bem-humorado como sempre, ironizou a situação.
• É um homem bem-educado,não se pode negar.
• Bem-nascido é vulgarmente conhecido como quem “ter berço”.
• O bem-sucedido demonstra sê-lo na própria aparência.
• O turista é bem-vindo ao nosso município.
Tudo já era assim mesmo. A modificação só ocorreu no caso de "benfeito", "benquerer" e
"benquerido", que agora são grafadas sem hífen e com "n".
O detalhe dessa regrinha do "mal" é que esse elemento nem sempre forma com a palavra
seguinte a tal unidade semântica. Observe:
• "O menino foi bem educado pelos avós"→ não há hífen porque "bem" não forma com a
palavra seguinte uma unidade semântica. O que existe é um advérbio de intensidade (bem)
modificando um verbo/particípio (educado).
Sendo assim , o detalhe para saber quando a palavra "bem" se une com ou sem hífen à
palavra seguinte é perceber se há uma unidade semântica, ou seja, um adjetivo ou
substantivo composto.
Veja a diferença:
• É um garoto bem-educado (unidade semântica, por ser um adjetivo composto).
• O garoto foi bem educado pelos avós (não é uma unidade semântica).
Fonte: Ricardo Erse
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