09/04/2012

Dicas de Português

TEMOS DE APRENDER ISSO...

Existem duas expressões (“ter que” e “ter de”) que volta e meia estão na mesa de debates,

para se definir qual delas é a “mais certa”. O problema é que não há uma posição única

entre os estudiosos, um énico posicionamento . Dizem alguns que tanto faz; asseveram

outros que existe diferença entre as construções. 

 
Vejamos: 

A palavra “que” pode fazer o papel de , dentre outros, pronome relativo. Nesse caso,

estabelece uma relação entre as orações, retomando uma informação já apresentada. É o

caso de: 

a) O policial tem muitas coisas que fazer. (A pessoa que tem “que fazer” alguma coisa é o

policial.Portanto, o “que” retoma toda frase anterior: “O policial tem muitas coisas para

fazer".

Para muitos gramáticos, sempre que houver a necessidade de retomar um antecedente,

deve-se usar “que” e não “de”. 

Por dedução, nas construções em que não houver necessidade de retomar algo, isto é,

quando não houver um antecedente, aconselham o uso de “de”. Veja: 

Tenho de estudar para a prova. 

Os operários tiveram de construir o prédio em três semanas. . 

Na intenção de não dar um nó na cabeça das pessoas, muitos adotam os significados

aproximados das expressões “tenho que” e “tenho de”. Veja: 

Ter de – expressa uma ideia de obrigatoriedade, de necessidade, de dever. 

Tenho de comprar meu remédio, que acabou. (Tenho necessidade em comprar o remédio) 

Ter que – expressa uma ideia de “algo para”, “coisas para”. 

O jovem tem muito que aprender. (Ele tem muitas experiências para aprender)

Ricardo Erse

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