TEMOS DE APRENDER ISSO...
Existem duas expressões (“ter que” e “ter de”) que volta e meia estão na mesa de debates,
para se definir qual delas é a “mais certa”. O problema é que não há uma posição única
entre os estudiosos, um énico posicionamento . Dizem alguns que tanto faz; asseveram
outros que existe diferença entre as construções.
Vejamos:
A palavra “que” pode fazer o papel de , dentre outros, pronome relativo. Nesse caso,
estabelece uma relação entre as orações, retomando uma informação já apresentada. É o
caso de:
a) O policial tem muitas coisas que fazer. (A pessoa que tem “que fazer” alguma coisa é o
policial.Portanto, o “que” retoma toda frase anterior: “O policial tem muitas coisas para
fazer".
Para muitos gramáticos, sempre que houver a necessidade de retomar um antecedente,
deve-se usar “que” e não “de”.
Por dedução, nas construções em que não houver necessidade de retomar algo, isto é,
Por dedução, nas construções em que não houver necessidade de retomar algo, isto é,
quando não houver um antecedente, aconselham o uso de “de”. Veja:
Tenho de estudar para a prova.
Tenho de estudar para a prova.
Os operários tiveram de construir o prédio em três semanas. .
Na intenção de não dar um nó na cabeça das pessoas, muitos adotam os significados
Na intenção de não dar um nó na cabeça das pessoas, muitos adotam os significados
aproximados das expressões “tenho que” e “tenho de”. Veja:
Ter de – expressa uma ideia de obrigatoriedade, de necessidade, de dever.
Ter de – expressa uma ideia de obrigatoriedade, de necessidade, de dever.
Tenho de comprar meu remédio, que acabou. (Tenho necessidade em comprar o remédio)
Ter que – expressa uma ideia de “algo para”, “coisas para”.
Ter que – expressa uma ideia de “algo para”, “coisas para”.
O jovem tem muito que aprender. (Ele tem muitas experiências para aprender)
Ricardo Erse
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